Quem somos

O Origens.ECO é uma iniciativa da Papel Social, organização que desenvolve, no campo da Comunicação, projetos comprometidos com quatro temas principais: Direitos Humanos; Direitos do Trabalhador à luz das convenções da Organização Internacional do Trabalho; Meio Ambiente; Responsabilidade Social Empresarial. Desde a fundação da Papel Social, a equipe recebeu diversos prêmios, dentre eles o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Fundada em 2002, aPapel Social atua na produção de pesquisas, relatórios e diagnósticos sobre os impactos socioambientais de cadeias produtivas industriais, de modo a informar a sociedade e pressionar empresas e governos a adotar práticas sustentáveis.

RESULTADOS HISTÓRICOS:

  • Em parceria com o Instituto Observatório Social, a pesquisa Que Moda é Essa? identificou uma cadeia produtiva perversa e ilegal: imigrantes clandestinos, com jornadas de trabalho de até 18 horas por dia, eram usados na confecção de roupas vendidas por grandes magazines. A pesquisa levantou provas que identificaram malharias clandestinas a serviço da multinacional holandesaC&A. A divulgação dos dados provocou uma radical mudança na C&A, que implantou um amplo programa de controle da cadeia produtiva e se tornou a primeira indústria do setor do vestuário a assinar o Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, levando consigo 40 importantes fornecedores.

 

  • Em parceria com a OXFAM-GB, desenvolvemos uma pesquisa e uma campanha sobre a cadeia produtiva do açúcar, que apresentou os impactos socioambientais causados pelo uso de açúcar obtido de forma predatória. Após a apresentação dos resultados, a Coca-Cola, maior compradora mundial de açúcar, comprometeu-se publicamente, através de um documento, a mudar a forma como monitora sua cadeia produtiva, assumindo o compromisso de não mais comprar açúcar proveniente de áreas de conflito de terra, tais como plantações ilegais de cana-de-açúcar, existentes em terras indígenas no Mato Grosso do Sul.

 

  • Em parceria com o Instituto Observatório Social, a pesquisa Escravos do Aço teve grande importância na criação do Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. No interior da Amazônia, a Papel Social encontrou carvoarias com trabalhadores vivendo em regime de escravidão. O carvão produzido por essas pessoas era usado nas principais siderúrgicas da região Norte. Esse mesmo carvão entrava na cadeia produtiva das maiores siderúrgicas do mundo. Motivada pela pesquisa, foi lançada a Carta-Compromisso Pelo Fim do Trabalho Escravo na Produção de Carvão Vegetal. O documento foi assinado por grandes siderúrgicas e por organizações classistas como CUT e FIESP. A pesquisa contribuiu para erradicar o trabalho escravo da cadeia produtiva de diversas empresas. Depois da Carta Compromisso, foi lançado o Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil.

 

  • Em parceria com o Fórum Amazônia Sustentável, com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, com a Rede Nossa São Paulo e a Repórter Brasil, desenvolvemos a pesquisa Quem se beneficia com a devastação da Amazônia, que fez um amplo levantamento sobre a cadeia produtiva dos produtos retirados da floresta de forma predatória. Identificamos de onde sai e para onde vai o fluxo econômico da devastação florestal. A pesquisa identificou os elos de uma corrente perversa, que começa no interior da floresta e termina na casa de consumidores em todos os continentes. A pesquisa motivou a criação de pactos setoriais nos setores da carne, da soja e da madeira: grandes empresas assinaram documentos em que se comprometem a seguir uma série de regras de controle da cadeia produtiva. Após a publicação dos dados, as maiores empresas de madeira da Europa se comprometeram a mudar a forma como compram o produto no Brasil, ampliando o controle dos fornecedores

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