ONU e governo fazem acordo para monitorar a qualidade da água

Com apoio da ONU, Agência Nacional de Águas se torna ponto focal nacional do Sistema Global de Monitoramento Ambiental da Água e promoverá cooperação internacional na América Latina e Caribe.

Guadalupe_Cervilla_CC

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Agência Nacional de Águas (ANA)assinaram um memorando de entendimento para que a agência responsável pela gestão de recursos hídricos no Brasil abrigue um centro regional para monitoramento da qualidade da água.

Com a parceria, a ANA se torna ponto focal nacional do Sistema Global de Monitoramento Ambiental da Água (GEMS-Water, na sigla em inglês), e também fará interface com países da América Latina, Caribe e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O documento foi assinado no início de julho em uma reunião em São Paulo entre o subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, em visita ao país, e o presidente da ANA, Vicente Andreu. A representante do PNUMA no Brasil, Denise Hamú, também esteve no encontro.

O GEMS-Water mantém uma rede global para monitorar a qualidade da água no mundo, com mais de 4 mil estações de pesquisa. Formada em 1977, a rede armazena mais de 4 milhões de registros coletados em mais de cem países, disponíveis online como subsídios para instituições de pesquisa, governos e outras organizações.

A partir da assinatura do memorando, a ANA será interface do programa no Brasil, coletando e disseminando informações sobre qualidade da água de acordo com os parâmetros do GEMS-Water. A agência promoverá ações regionais na América Latina, Caribe e CPLP para capacitação em monitoramento da qualidade da água e disseminação dos métodos e da rede de dados do GEMS-Water.

“A gestão eficiente de recursos hídricos, e a colaboração regional entre países em desenvolvimento, como a parceria entre a ANA e o programa GEMS-Water, são passos fundamentais para disseminar o uso sustentável da água e proteger esse recurso essencial. Garantir infraestrutura para água e saneamento é uma condição básica para o desenvolvimento econômico”, disse Steiner.

“Atualmente, este desafio torna-se ainda mais complexo com os impactos das mudanças climáticas. Tudo isso reforça a necessidade de promover uma sólida ação governamental para conservação dos recursos hídricos e que se adapte à realidade global, favorecendo a cooperação Sul-Sul”, acrescentrou o chefe do PNUMA.

Texto: ONU BR

Imagem: Guadalupe Cervilla (Creative Commons)

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