Cientistas pedem o fim dos transgênicos. Eles realmente fazem mal à nossa saúde?

Preocupados com a saúde das pessoas, dos animais e dos riscos à natureza, 815 cientistas publicam uma carta que pede a suspensão imediata do uso de alimentos transgênicos, até que pesquisas conclusivas possam ser realizadas.

Miran Rijavec Stan Dalone1

Transgênicos são organismos geneticamente modificados. Recebem material genético de outros organismos, mediante o uso de engenharia genética. Dentre os alimentos transgênicos mais conhecidos está soja, milho, arroz e feijão, ou seja, a base da nossa cadeia alimentar. A produção de alimentos transgênicos ocorre quando as plantas originais, aquelas que estão da natureza, recebem material genético que nunca fizeram parte desse alimento. Em 2013, pela primeira vez, a agência de segurança alimentar dos Estados Unidos permitiu a vende de salmão transgênico. Foi o primeiro animal geneticamente aprovado para consumo humano.

Ninguém sabe ao certo os riscos dos transgênicos para as pessoas e para a natureza. Os estudos ainda são inconclusivos. Mesmo assim, estão disseminados em nossa cadeia alimentar.

Preocupados com isso, um grupo de 815 cientistas, de 82 países, assinaram uma carta pública em que pedem a suspensão imediata de licenças para o cultivo de alimentos transgênicos. O texto comprova, por meio de evidências científicas, os prejuízos causados pelos transgênicos à biodiversidade, à segurança alimentar e à saúde humana e animal. Baseados no princípio da precaução, os cientistas pedem a proibição de qualquer tipo de patente de forma de vida e processos vivos, alertando para a necessidade de suspensão imediata da venda e do cultivo dos transgênicos em todo o mundo.

Os cientistas pedem a suspensão das licenças ambientais para cultivos de transgênicos por pelo menos cinco anos para a realização de pesquisas públicas exaustivas, com a justificativa de que as patentes de formas de vida e processos vivos “ameaçam a segurança alimentar, promovem a biopirataria dos conhecimentos indígenas e dos recursos genéticos, violam os direitos humanos básicos e a dignidade, o compromisso da saúde, impedem a pesquisa médica e científica e são contra o bem-estar dos animais”.

A carta revela ainda que memorandos secretos da Administração dos Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos deixam claro que foram ignoradas as advertências dos seus próprios cientistas de que a engenharia genética é um novo ponto de partida e introduz novos riscos. Além disso, o primeiro cultivo transgênico liberado para comercialização – o tomate Flavr Savr – não passou nos testes toxicológicos.

Um dado preocupante: quando vamos ao supermercado, as embalagens dos produtos transgênicos não mostram, de forma visível e objetiva, que se trata de organismo geneticamente modificado.

Além dos prejuízos direitos à saúde, o cultivo de transgênicos ampliaria as desigualdades sociais e impediria a expansão de uma agricultura sustentável e garantidora da segurança alimentar. Por outro lado, os cientistas relembram que já foram comprovados em estudos a produtividade e os benefícios sociais e ambientais da agricultura ecológica e familiar, de baixos insumos e completamente sustentável. Esse modelo contribui mais para a ampliação do desenvolvimento econômico, para a conservação da biodiversidade e é apontado como a melhor forma possível de se combater a fome e a pobreza.
Com informações da Adital.

O que você precisa saber:

  • Ninguém sabe ao certo as consequências do uso de transgênicos para humanos, animais e meio ambiente;
  • Cientistas de 82 países pedem a suspensão dos alimentos transgênicos, até que sejam feitas pesquisas mais aprofundadas;
  • No supermercado, as embalagens dos alimentos transgênicos não deixam claro que se trata de produto geneticamente modificado.

Links:

Milhares de cientistas e a ONU estão preocupados com o uso do milho transgênico; Conheça 10 transgênicos que já estão na cadeia alimentar.

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